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Prisões de foragidos da Justiça crescem em rodovias federais do Maranhão

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Um levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta um aumento de 41,38% na prisão de foragidos da Justiça em rodovias federais do Maranhão nos dois primeiros meses de 2026.

Entre 1º de janeiro e 28 de fevereiro, 41 pessoas com mandados de prisão em aberto foram capturadas durante fiscalizações realizadas pela PRF no estado. No mesmo período de 2025, haviam sido registradas 29 prisões de foragidos.

Segundo a PRF, o crescimento está relacionado à ampliação do esforço operacional e à intensificação das fiscalizações nas rodovias federais que cortam o estado. No período analisado, também houve aumento em diversos indicadores de atuação policial.

Entre janeiro e fevereiro de 2026, a PRF fiscalizou 27.766 veículos, contra 21.454 no mesmo período do ano passado, o que representa um aumento de 29,42%. O número de pessoas fiscalizadas também cresceu, passando de 27.000 para 36.169, uma elevação de 33,96%.

Outro indicador que apresentou crescimento foi o total de horas de serviço das equipes operacionais, que passou de 52.725 para 64.382 horas, um aumento de 22,11%.

De acordo com a PRF, o reforço no emprego de efetivo e a maior presença de equipes nas rodovias ampliam a capacidade de fiscalização e de consultas aos sistemas de segurança pública durante as abordagens. Com isso, cresce também a identificação de pessoas com mandados de prisão em aberto, possibilitando a captura de foragidos e contribuindo para o fortalecimento das ações de segurança pública no estado.

Entre as prisões realizadas no período, uma ocorrência chamou atenção. Durante uma abordagem em rodovia federal, os policiais rodoviários federais identificaram um foragido da Justiça condenado por financiamento ao tráfico de drogas.

Após consulta aos sistemas de segurança pública, foi confirmado um mandado de prisão decorrente de sentença condenatória.

Esta foi a segunda vez que o homem foi preso pela PRF. Na primeira ocasião, ele havia sido detido em flagrante transportando mais de R$ 1,6 milhão em espécie. A partir dessa prisão, foi iniciada a investigação que resultou no processo penal e, posteriormente, na condenação que motivou a nova prisão.